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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O fim

Tão cegos
Destruiram o amanhã
Agora choram pelo hoje
Choram junto com o mundo

Tudo parece estar tão acabado
E ainda tentam encontrar um culpado
As chances se esgotaram
E os cegos continuam a apontar

Corredeiras de lama
Cobrem sonhos constridos
Cobrem vidas boas
Cobrem vidas ruins

E quando olhamos para o passado
Dezembro de 93 era maravilhoso
Eles dizem que dariam tudo
Para voltar ao passado

Mas eu digo
Que não dariam nada
E se voltassem
Fariam o mesmo

Agora choram
Enquanto eu rezo
E temo por um amanhã
Que foi roubado

Essência

Seja você
Pense como você
Somos a loucura
Somos a dor
Somos a união
Todos os dias
Todas as horas
Somos a escuridão
Somos a luz
Somos o amor
Salve seu ardor
Siga o seu caminhão
Não desvie seu destino
Apenas grite
E sinta a chuva
Como se fosse o último homem
Como se fosse a última mulher
Deixe que todos saibam quem é você

Fundo

Com o peso
O corpo afunda
Eles estão derrubando tudo
Querem calar a todos
Todo o tempo...

Não permita que eles te calem
Fuja para o mais longe
Grite o quando puder
Cante para o mundo

Ontem eu ouvi que
Eles queriam matá-lo
Mas ainda resta uma chance
Não cale sua voz

Eles estão á procura
Em todos os lugares
O amanhã está de brincadeira
E as garotas estão de vermelho

Procuram uma dor
Mas estão perdidos
Na rua dos mudos
Onde crianças brincam
Com seus bonecos sem rostos

Correndo pelas sombras
Eles ainda querem matá-lo
O pequeno mundo
Se torna grande
Mães choram

O delírio lhe subiu a cabeça
Ele afunda no subúrbio
Está tão perdido
E seu cheiro fedê a medo

Nas ruas escuras
Eles atiram
Estão quase encontrando-o
Eles vão matá-lo