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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fugiria para qualquer lugar

Se eu pudesse mostrar os passos que deixei para trás, você iria me perguntar se não estou cansada de andar. Então te contaria meus sonhos e te provaria que é melhorar caminhar do que sonhar com segredos e você jamais gostaria de me acompanhar. Hoje já ficou tarde para descrever que cansei de respirar enquanto ando e minha vontade é de chegar em casa e dormir no chão da sala. Mas não quero fechar os olhos e ver tantas saídas inalcançáveis que nunca se cansam de me mostrar como tudo pode ser fácil, que sempre estou a complicar o simples. Mas o fácil não pode ter tanta graça se com ele não se pode chorar. E quem garante que seguindo algo diferente, irei me achar? Não quero me entregar, quero continuar tendo o seu olhar. Não quero ser outra pessoa para te impressionar, mas quem eu sou, vai me fazer perder você.  Queria tanto aprender apenas dizer sim. Acho que você é de mais para mim, mas sou egoísta de mais para te deixar.
Gabriela Esteves de Camargo

Difícil.

Tentarei fingir que acredito nos rostos rotos que passam por mim, começarei a ouvir e ficar calada. Prestarei atenção em suas palavras e não direi que estou com dificuldade de acreditar nelas. Não é culpa de ninguém eu ser assim, apenas o mundo que me criou desta forma tão deplorável. Não pense que é fácil não acreditar em si, toda hora a um muro em sua frente e nunca consegue escalá-lo e quando tenta quebrá-lo, apenas se machuca. Todo o dia te falta algo e de longe você se sente só. Quase sem querer eu estou me sufocando nessa encruzilhada. Perdida. Nesse desencontro de médico e monstro vivo chorando pelo passado e indecisa no futuro. Mas é disso que se trata viver, só que para a maioria é mais fácil. Então porque é minha obrigação ser tão difícil? Sem afinidade com meu espaço, isso não me parece bom. Sinto-me como um prêmio de consolação e isso é inaceitável no meu alicerce detonado, quase caindo ao chão. Sei que não sou tão boa, então me diga: O que você pode me dar? Pois aqui comigo, tenho coisas de sobra para te contar, mas preciso que aceite levar minha bagagem que é toda de mão.
Gabriela Esteves de Camargo

Re:

Às vezes desejo que sua voz se cale para todo o sempre, não agüento suas idéias falsas e sua boca tortuosa. Seu defeito é ter nascido e com todos os seus ditos nenhum é escrito. Agrada-me saber que você se irrita por eu não lhe dar ouvidos.
Gabriela Esteves de Camargo

sem perdão

Vou repartindo minha infinidade em todos os refrãos, sentido o cheiro das flores que joguei no chão. Com os olhos turvos sigo em frente com minha ficção, pensando na pressa dos meus passos grados que me fazem sentir a dor do vento frio entrando nos meus pulmões desacostumados com o frio gélido de toda uma nação. Pobre de minhas mãos roxas que tentaram erguer sonhos ocos sugeridos de pensamentos bons, mas seguir em frente é indiferente quando não se é tão bom. O clima pesado lhe derruba no chão, lhe fazendo escrava de sua inibição neurológica, totalmente sem perdão.
Gabriela Esteves de Camargo

Para ele

Meu querido,
Estou tão longe de você, mas meu coração sente seu calor tão perto. Nesse lugar cheio de arvores de outono, me faço lembrar os dias lindos que passamos juntos. Dos momentos frios que te fiz de coberto e das noites quentes que te fiz ser meu. Meu doce estranho, você é um sonho, gostaria de entender o que está fazendo comigo, mas as oscilações de pensamentos não me deixa parar para pensar na vida e nem de longe no que está acontecendo. Só consigo pensar nos seus traços tão belos e solitários, nas suas promessas eternas e no seu cabelo macio. Venha me tomar em seus braços quentes e me faça dormir com aquela música tão nossa, depois de manhã lhe presentearei com um beijo. Achei estar apaixonada por você, mas a verdade é que estou te amando. Escrevi seu nome várias vezes sobre a minha pele, me senti uma garota boba tento sua aventura do coração. Na primeira vez que te vi, eu sei, fingi que não havia me sentido atraída por você, mas ao contrário do que você não acha bom, fiquei esperando ser sua namorada. E me despeço dessa história dizendo que agora sou sua e te peço que sorria a toa com meu bobo coração.
Gabriela Esteves de Camargo

s-sina

O desconhecido para mim não importa, mas o obtuso do meu mundo me fascina, quero mergulhar nos meus violentos sentimentos e descobrir minha sina.  Não acho aceitável ficar dando explicações, queria fingir não estar aqui, desmentir suas mentiras e escarrar as verdades frias por trás desse rosto caloroso. Remoto medo que não tem vontade de se esconder me faz mais um perdedor e derrama meus defeitos durante a noite, sem qualquer respeito.   Dissipando meus erros pelo solo vivo que me faz louco, vestida de lobo, com pele de cordeiro continua a se sufocar nesse ambiente tão fechado, inóspito defeito que me instiga a me odiar, porque me faz tão tola assim?
Gabriela Esteves de Camargo

-gg

O ridículo irrita de uma forma obtusa e intensa. Desistindo das configurações e contemplando o desagradável da forma mais inóspita, sabe que está fazendo jogos e os segredos estão ficando para debaixo dos tapetes. Pobre por achar aquele tolo, simples assim continua a seguir com pequenos sorrisos de desafeto e desapego. Preferindo as vertigens, segue a vida plastificada de um ser solitário cujo seu redor é tão cheio, continua a se movimentar e abusar de sua pessoa. Até quando vai conseguir?
Não pode mais se ajudar, assim como a oposição entre sol e lua que mergulham nos menores dos sonhos. Em seu âmbito faz entender a guerra intensa entre cérebro e coração que lutam tão diferentemente pela mesma coisa de forma oposta. Tentando dar ênfase, próspera admirar o recesso nostálgico que lhe influencia nas fantasias, as quais a deixam presa em seu luto interior. Falhando novamente com sigo, respira a profunda frustração. Enquanto sonhava, pensava em voar e buscar no sorriso alheio algo que lhe desse satisfação, mas o magnetismo do outro lhe faz afundar no conceito de percepção, perdição e ódio. Ninguém sabe, mas ela possui um dom de falha e a prepotência a usa. Olhos marejados reviram-se, fazendo com que o egoísmo transforme o orgulho no valor simples de não desperdiçar lágrimas. Futilmente a loucura lhe trás o que é preciso para sobreviver dentro de si, mas uma vez ela entristeceu, está perdendo contato com sua torre. Usando a acides, tenta lhe proteger dos que lhe faz sangrar, mas sua proteção a faz morrer cada dia mais e novamente pensa em se ver livre de todas as questões particulares e de todos os particulares. Salve-se de todas as mentiras peroladas que as envolve de mais, eles tentam plagiar o mundo e essa mentira continua a fazer os desertos encherem de água imaginária.
Gabriela Esteves de Camargo

Eu...

Já tive cabelo loiro, preto, azul, vermelho, rosa, ruivo, castanho acobreado, chocolate. Cada um tentando suprir as minhas várias fases, tentando fazer a vontade das várias mulheres que moram dentro de mim: A doce, a amarga, a ciumenta, a chata, a depressiva, a amiga, a alegre, a invejosa, a malvada, a ingênua, a nobre, a pobre, a invencível, a destrutiva, a autodestrutiva, a sensível sentimentalista, a doida desvairada e a razão sem coração. Tentando me encontrar entre todas, não consigo libertar-me, não consigo fundir-me a elas, é como se vivesse por elas e não por mim. Insegura no meu distúrbio de personalidade. Sigo desnorteada tentando encontrar o meu eu. Dançando nesse vai e vêm, aprendendo a seguir conforme o tempo, fugindo dos problemas e tampando os olhos para não me cegar. E sei que no final me encontrarei sozinha, mas ainda sim terei todas elas para me lembrarem que sou única, pelo menos gosto de me imaginar única. 
Gabriela Esteves de Camargo – 10/07/1993.

Hábito

Meu hábito não é de convento. Meu hábito não precisa de documento. Meu hábito envolve desejos, sonhos e pele fria, com alguns banhos de bacia. Cabelos soltos e boca seca, olhos vazios olhando estrelas, passando a grama pelos dedos, com medo do tempo que não tem passado, nem obrigação. Vivendo mais um teatro louco, com pressa de lote numerado solto. Aperte o peito, encolha os dedos e tente não fugir, pense naquele doce beijo e arrisque não errar a direção. Tome seu rumo sem vagar o rascunho das estradas, conclua sua história, sem confundir a narrativa viva. Desculpe-me se te fiz mal à toa, mas é que até que meus pensamentos se concluam acabo errando algumas ruas tolas. Não digo que estou sempre com a razão, apenas aceite minha decisão, seja qual lado da minha obsessão. Se ao contrário, não acho bom, mas não ficarei dando sermão.  Já faz tempo que estou vazia, sem ouvir o seu tom e sinto que te devo minha devoção. Juro que saberei seguir em frente sem a sua compreensão, mesmo sendo em céu acinzentado sem clima próprio. Seguirei a direção que o perdão me chamar, mesmo atordoada com o orgulho me impedindo de concluir minha inclinação.
Gabriela Esteves de Camargo

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Apenas rotas palavras de um sentimento vazio de tão cheio

Será que ele sente a presença dela
Como ela sente a dele?
Minha cabeça roda com tantas perguntas
Sem respostas
Já chorei tanto que as lágrimas secaram
E quando bate o desespero
Eu rezo para que tudo suma
Que tudo vá para o inferno
E me escondo entre meus cobertores
Com a cabeça coberta e pressionado os olhos
Forçando-os a fechar
Lutando para conseguir cochilar
E em baixo das cobertas me sinto sufocada
Assim como os mil sentimentos que perturbam
Que me apertam e fazem meu cerne parecer diminuto
De forma absurdamente minúscula
Da qual duvido que meu coração esteja batendo
Mas então abro os olhos
Desistindo de esperar o sono chegar
E percebo que ainda respiro
Mesmo não sentindo o ar entrando nos meus pulmões
E queria saber quem eu sou
Quem eles pensam que eu sou
E porque esses pensamentos ruins não saem da minha cabeça
Quanto mais tento fugir, mas me perseguem
Não tenho nada para pensar
E penso ainda mais por não ter
E quando falo algo belo
Parece não surgir efeito
Quando mostro meus sentimentos
Parece que fogem de mim
Estou tão perdida
Às vezes suplico a Deus
Que me mande um coração de pedra
Assim não me sentiria diminuída
Não sentiria nada
Apenas o peso da pedra
Mas seria o de menos
Já me acostumei com o peso da agonia

nota.

Como alguém
Que vive na angustia
Não consegue se acostumar
Com seus sentimentos patéticos?
Pergunto-me isso todas as manhãs!

Molly

Ela luta por permanecer acordada
Mesmo quando a vontade é de dormir eternamente
Sua alma é um labirinto de espinhos
E ninguém consegue entender
Por que seu coração está tão apertado
Ela continua a cair
Mas não se preocupa com o final
Só consegue pensar em como irá voltar á superfície
Sempre foi assim
Pensou de mais até se sufocar
Morrendo afogada em suas lágrimas
Frutos de suas mentiras imaginárias
Mentiras que talvez sejam verdades
Ela não sabe distinguir seus pensamentos

Ainda é tão insegura
Ingênua Molly
Disseram para ela parar de acreditar em seus sentimentos
Mas ela não pode
Eles são tudo que ela tem
Sente tanto, sente só para si
É incapaz de mostrá-los
E acaba se torturando de tanta dor

Dor do seu sufoco louco
E ninguém vê sua angustia
Sua aflição
Já que há um sorriso de máscara em sua face
Já que em suas palavras amargas soa doçura
Já que depois de suas mãos frias há um corpo quente
Tonta Molly confia tanto em sua própria peçonha
Cabeça e coração
E enquanto seus inimigos sorriem
Seus aliados a destroem
Com o peso de pensamentos consternados
Que acabam com seu cerne
E envenenam suas veias, teu sangue, seus olhos
Sentimento de traição, de rancor e ignorância
Á manipulam
Ela desistiria de tudo por eles
Mas será que fariam o mesmo?
Ela sabe que não
Quando ama é intensamente
Quando odeia é brevemente
Complicada Molly
E quando precisa dar o sangue...
...Dá até a última gota
Mesmo que seja para quem lhe fez mal
Todos dizem que ela é feliz
Mas isso é porque não a viram por dentro
Todos dizem que ela é especial
Mas ela se sente tão abaixo
Molly só queria que todos a olhassem do modo como ela é
Por dentro
E então chorariam junto com as lágrimas secas de Molly

Olhos

E nesses olhos cinza quero entrar
Mergulhar na imensidão de sua solidão
E sentir o vento invadir minha alma
Em um absurdo azul
De mel e hortelã
Onde os fantasmas não existem
Onde os olhos verdes não me alcancem
Eu sei que também deseja fugir
Porque não deixa esse chão e parte comigo?
Tudo está confuso
Mas o que não é?
No começo tudo virá uma grande brincadeira
Com pesar de angustia no final
As lembranças de um jovem sonhador
Que abusou e se enforcou
Em sua própria corda
E nesses olhos amarelos quero sumir
Evitar o por do sol
Que me trás todas as desavenças
De um dia de verão
No céu escuro quero dormir
Sonhar com seus olhos castanhos
Sentir que sou única
Mesmo com todas as estrelas
Que ofuscam meu brilho
Deixam-me incerta
Na imensidão de seu coração
Assim me calo no vazio
Com apenas o medo e a esperança
Esperando o milagre
Acreditando em suas palavras
E revivendo os momentos bons

.

Lágrimas rolam pelo rosto
Enquanto tenta convencê-los
Tudo que diz é verdade
Mas a escuridão às vezes faz ilusões
O obvio não é tão certo
E o errado se passa por correto
O sentimento de angústia e raiva,
Alinha-se em reta certeira
Que toca o meio infinito de seu peito
E destrói sua paz de anedota
As luzes se apagam
E seu peso alenta seus joelhos
Forçando-a beijar o chão
Tudo que é dito é sua expressão
Ela tentou nadar contra corrente
Só conseguiu engolir muita água
Sem quebrar correntes
Sua confusão parece nunca acabar
Desacorçoada, tenta domar seu livre espírito 
Ela perdeu muitas oportunidades
Mas ainda resta uma
E qual será a cura? E qual será a doença?
Ela sempre consegue destruir sua felicidade
Nunca acredita em sua determinação
Abra os olhos e veja a sua volta
Há uma mão tentando te segurar
Enquanto  outras 100 te empurram
Mas não desista
Acredite
Mesmo que não haja fé
Ele está olhando por você
Ande sobre os oceanos
Trilhe como se fosse um rei
Mas seja sempre o humilde
Não engula desaforos
Mas tente ser educado
Sorria
Quando estiver alegre
Chore
Quando a angústia lhe fizer a cabeça
Continue a lutar
Mesmo que a respiração queira parar
Viva
Durante toda sua estrada
Morra
Quando não agüentar mais a caminhada

estrela perdida

Gênio de ciências distantes
Ele não conhece o amor
Mas sabe explicar tudo sobre os raios solares
Ele não conhece a paixão
Mas sabe descrever um coração
Ele não acredita em histórias românticas
Mesmo gostando de Shakespeare
Ele não acredita em Deus
Reza todas as noites
Ele dizia que nunca iria se casar
Hoje chora por ser deserto
A solidão sempre lhe foi companheira
Ele a amou, mesmo sabendo que o amor não existe
E quando olhava para as estrelas
Enxergava os olhos que nunca foram dele
E escrevia canções para aqueles brilhos tão remotos
Que desapareciam todas as manhãs
Quando deixava de ser o ermo para se tornar o cientista
Assim como o monstro voltava a ser o médico.

Black

Camisas pretas jogadas no chão
De malha leve e cor de tensão
Tecido vazio de leve frio
Assim como a terra que seus pés tocam

E caminham levemente

Enquanto histórias de sujeição são contadas
Com tamanha devoção
Então surge a figura de montanhas
Desenhos primitivos de infância
Do coração inocente de anjos esquecidos
Que quando choram as lágrimas lavam o chão

Caus

Se infiltrando em buracos
Se afundando na escuridão
Cegando os sentidos em vão.
Paços descoordenados, cabelos pelo chão.
O corpo não fala mais por si
A cabeça pende pelo vazio ludibriado
Seus lábios viraram um poço de perdição
E nada mais parece ter um sentido.
O enorme vazio de seu peito a está sufocando.
Um dia tem tudo, no outro não tem nada.
Esparramada pelos lençóis alheios
Ela sangra pelo leite que derramou
Suas mãos forram corroídas pela alergia seca
E seus pés frios já não tocam mais o chão
O céu virou o inferno
E o inferno se tornou sua casa
Eles diziam que ela era tão linda
E agora só resta o nada
De uma beleza que nunca existiu
Ela era alegre e agora está tão confusa e complicada
E quando tudo parece ter passado
O sono não a faz dormir
A dor não a faz sangrar
E a solidão lhe dá asas para se matar

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Meu vicio foi encontrar esse jogo bobo
Que me transforma em tola sem chão
Continuo presa nesse vaivém perigoso
Com esse peso de amor tosco em sessão
Meu tempo só anda par trás
E nenhuma vitória surge para comemorar
O bem e o mal continuam a se encontrar
Usando a vida como isca
Perco-me no vazio do incerto
O fim se aproxima e continuo a visar
A companhia que nunca tive
Na fila do entardecer sinto o vento de outono
Que traz o sufoco
E assim, como caso fosco
Coloco minha vida em uma sinfonia agre e doce
Esquecendo de mim
Novamente. 

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O chão se abriu aos pés
A estrada não é mais a mesma
Nunca forá
Sempre houve mais
E os olhos só viam o obvio
O obvio errado
E as conversas não lhe valeram
A estrada aberta engoliu o céu
E com o vento as palavras se foram
Assim como o corte central de um coração
A solidão reinou
O coração meigo se tornou pedra
E os copos rodavam no chão
Junto dos estilhaços de pratos
A febre lhe subia
E ele jamais chegou
Entendeu tão errado
Não se fez valer
Com o orgulho
Preferia morrer de dor
Do que aceitar

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Palavras jogadas.

▬ “Somente os que ousam falhar grandemente podem alcançar a grandeza”.
 Robert F. Kennedy.
 O ser humano costuma ser crítico, principalmente com sigo.
Há aqueles que se acham o máximo e os que se acham um lixo.
Como uma cadeia biológica; Existe os produtores, os consumidores e os decompositores; Um tanto quanto estranho comparar pessoas desta forma. Talvez seja melhor usando a Geografia:
Existem as pessoas planaltos – São pessoas constituídas por irregularidades, se acham superiores e adora liberar sedimentos nas áreas mais aplainadas ou baixas, favorecendo o surgimento de depressões e de planícies.
As pessoas cadeias montanhosas – São pessoas que vivem aglomeradas por um conjunto de montanhas, possuem alta altitude, além de serem bem acidentadas com encostas íngremes, sofrem constantemente com os processos erosivos.
As pessoas depressões – São pessoas rebaixadas, altitudes mais baixas, podem ser classificadas como relativas ou absolutas e são planas por processo de erosão ao longo dos anos (milhares de anos).
E as pessoas planícies que são bastante planas oriunda da sedimentação por processo de erosão, ocorridos em pontos mais elevados. Existem planícies em diversas altitudes, no entanto, a maioria se encontra em elevações modestas em relação ao nível do mar.
Eu entendo de uma forma, cada um tem o direito de entender da sua, mas se eu fosse me enquadrar em algumas dessas, me colocaria em planícies.
Costumo me criticar de mais. Sou ótima na matéria de alta destruição.
-Não tenha medo de errar na vida, a cada erro a estrada é percorrida e suas experiências ampliadas, tornando vós capaz de tudo e seguro de si cada vez mais.
 

terça-feira, 22 de março de 2011

Nós mentíramos

Uma hora paramos de tentar ser como os outros e voltamos a ser aquela criancinha chegando ao primário, aquela que não pensava em ser você, mas sim ela mesma.
Uma hora paramos de tentar ser bonitos, afinal todos querem, mas nem sempre todos podem, que tal mostrar o que realmente temos de bom? O que temos por dentro é melhor do que o casulo que nos envolvemos.
Deixemos de ser idiotas, vamos concordar que o mundo não é mais o mesmo. Crianças não devem confiar nos estranhos e as vezes não devem confiar nem em seus próprios pais.
Seja do tipo unico, se recrie, se pinte, se descubra, viva.
Viva o que eu não vivo, viva o que não vivi, viva o que não irei viver, apenas viva. E acredite, apenas e unicamente, em você. A unica palavra que vale é a sua. A dele é uma bosta, a dela é uma merda. A mente muitas vezes fantásia o que queremos ouvir ou o que queremos contar. Muitas cosias que você fala é uma aleivosia e tem muito troxa que vai acreditar. Se lembre: Não faça com o próximo o que não quer que faça com você.
Agora seja justo com você e com o próximo, assim como estou sento: Vamos estudar o pretérito mais que perfeito.
Eu mentira, tu mentiras, ele/ela mentira, nós mentíramos, vós mentíreis, eles/elas mentiram.
Agora veremos no presente:
Eu minto, tu mentes, ele mente, nós mentimos, vós mentis, eles mentem.
Agora faça um novo começo.
Seja a sua Monalisa.

Termino de confiança

São tantas garrafas vazias
E o barro que molda o vidro é pesado
O carvão está em falta
As folhas estão em branco
E minha inspiração está vaga
Nesse momento avalio meus erros
Foram poucos
Mas fizeram grandes estragos
Em mim

Esse buraco em meu peito
Uma caixinha de angustia
Solitária angustia
Nesse plano sombrio
De palco hostio
E não a nada de errado em chorar
Dessa amargura que me devora

Quem eu confiei, morreu, morrei
E quem eu costumava confiar
Não posso acreditar mais
O pedestal se quebrou
E junto se invalidou a fidúcia
Já não creio mais

Aquela garotinha boba
Morreu, eu a matei
Agora pagaria para ver
Suas rugas
Cansei de ser tratada
Como uma boneca de porcelana

Ainda estou tão frágil
Veja o que fez comigo
Até o ar me parece tóxico
Corroendo minha garganta
E acabando com minha vida

Você mente e diz não mentir
Você trai e se julga adequado
Você joga com a mente dos tolos
E feriu a mim
Não confiarei mais no seu gênero
O que havia de bom em mim
Acabou hoje.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Quebrando a escuridão

Esse ritmo morno que me aquece
Que me faz lembrar de onde estou indo
E daqueles tolos que riem
Achando que estou perdida
Mas sei o caminho que estou seguindo
E nele a verdade é tão assustadora
Nele nada parece certo
Não é certo porque nada nunca é certo
Nesse caminho não encontro o sol
Que acolhe meu corpo sombrio
Mas a escuridão me acompanha
Junto de seus amantes que querem
Contar seus segredos
Mas não quero ouvir
Procuro uma saida
Para acabar com os meus
Estou presa nessa prissão máxima
Sufocada de pensamentos e descontroles
Procuro uma forma de acababar com os tormentos
Que estão escondidos em minha cabeça
E quando penso que rompi a noite
A escuridão retorna
Para me lembrar que o fim nunca acaba
Apenas as coisas boas tem um fim
E coisas boas são raras
Quando o sol aparece pela barreira
Lembro-me porque estava no caminho da noite.
A luz bate
Estou novamente nessa poluição geográfica
Com imagens pitorescas
De homens bestas e mulheres toscas
Então ele pergunta:
Já está pronta garota?
▬ Eu nasci pronta seu desgraçado.
E é a hora para eu seguir adiante

domingo, 20 de março de 2011

Sunday Blood

Apenas mais um domingo sangrento
Invadiram novamente minha mente
Violentaram meus pensamentos
E apotegmas confusos voltaram
A me turbar nesse domingo cruento
Não consigo cerrar os olhos
Frentes rolam sobre meus pés
Mas era isso que todos queriam ver
Muito sangue e cabeças rolando
E aquela pessoa que asseava minhas lagrimas
Está morta
O vento frígido assopra nessa alvorada escória e bruta
Não sei mais quanto tempo irei agüentar
Cansei de pensar, de falar
Principalmente de sorrir enquando minha vontade é de chorar
Os cacos de vidros ainda estão de baixo dos pés daquelas crianças
E os imbecis ainda se fazem de cegos
Eu me faço de cega
A vergonha está me corroendo
Meus olhos vermelhos já estão fartos
Carregados
Penso em fazer uma trincheira
Enterrarei meu corpo jovem cansado
E lá apodrentarei
Junto com os outros corpos esparramados
De indigentes tão gentes quanto nós

sexta-feira, 18 de março de 2011

Boa sorte homem

Aumente o som
Sinta o prazer dessa sinfonia agridoce
Felicidade? Sinto ela vir e ir embora.
Eu sou apenas um homem
Mergulhado nesse mundo de homens
E posso dizer que eu sou
Eu sou
Exatamente o que você não quer que eu seja
Mas você não pode entender
Não quero que você entenda.
Não
Não
Não
Sinto minha temperatura aumentando
Onde é que eu estou?
Exatamente onde você não quer que eu esteja.
Meu verdadeiro prazer é contrariar.
Essa é minha liberdade.
Minha
Só minha.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Castigo de amar

Como um Deus
descendo do olimpo
Seus passos confiantes
Me cativaram
Assim como seus olhos
Verdes oceano
Onde pude mergulhar
Durante meus sonhos
Desfrutando de todas as maravilhas
De um romance amarrado
Suspiro nesse marasmo sem fim.
Perdida tento te encontrar
Mas se achar, o que fazer?
Meu amor, foi preciso apenas 2 horas da noite
Para que eu me apaixonasse
E está demorando meio mundo
Para conseguir desviar meus pensamentos de você.
Com o coração quebrado, vejo tantas pessoas
Amando.
E mergulhada nesse mundo continuo sozinha
Continuo a amar, quem não me ama.
Continuo nessa paixão platônica miserável
Que castiga meu espírito
E machuca meu coração

Not my

Entre mil distâncias
Entre mil léguas
Entre mil corações

Te observei e desejei
Seu corpo sadio
E acabei em um estado doentio

Nesse desatino
Me pergunto se é culpa do destino
Ter me encontrado em seu caminho

Não sei seu nome
Não sei seu sobrenome
Muito menos seu telefone

Mas guardo sua imagem
Em minha mente
Você está sempre presente

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Abra essa porta

Fale, mas fale baixinho
Meus ouvidos estão explodindo
Preciso de carinho
Tentei falar com ele novamente
Só que conversei com a pessoa errada
Abrindo a porta da minha alma
Mas abrindo para o lado errado
Tentei seguir pelo norte
O sul soprou tão gostoso
E continuo a me esconder
Nesse frio desconhecido
Que já me é tão familiar
Entrando mais afundo no labirinto
Estou sozinha
Ao som dos sinos ilubriados
Corro em meio aos arbústos
Sei que estou andando em circulos
Jamais sairei daqui
Por Favor
Escute meu suspiro
E dele tire sua conclusão
Abra seus olhos
ME CHAME
Irei me embalar em seu chamado
Como uma mariposa atraida pela luz
E sairei desse inferno cinza
Tire seus olhos dela
Não me deixe apodrecer aqui
Abra uma porta para mim

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Conflito

Batendo as portas
Tentando manter o equilibrio
Diga meu bem, Se é tão fácil para você?
Por que para mim não é,
Enquanto me queimo nesse fogo
Escuto todas as reclamações e cobranças
Já são seis e seis da manhã
E ninguém escuta o que eu tenho para dizer
Abro os olhos e estou totalmente sem ar
Sufocada nesse sub-mundo
Espere um minuto!
Ei, garoto, um trem passou sobre a minha cabeça?
Eu não sinto meus pés.
Levantando com um sorriso no rosto
Fazendo trocadilhos e cuspindo toda minha sátira
Eles não conseguem ver que estou chorando por dentro
E eu não posso mostrar.
Hoje me disseram que sou grossa
Ontem também
Antes de ontem me chamaram de insencível
Eu sou esse mostro que falam?
O unico monstro que vejo são eles.
Quinta falei com um morto
Ele parecia tão calmo e feliz
Mesmo com seu rosto retalhado
E seu corpo aberto.
Ele parecia estar tão feliz, me senti bem.
Foi tão COOL
Me disseram que eu não tenho coração
Na verdade tenho, ele está tão machucado
Eu amo e não sou amada
Tento ajudar e só pioro as coisas
Falo e falo de mais
Choro e choro em silêncio
Nesse momento estou tão vunerável
Preciso tanto dele para me abraçar e dizer
Que as seis e seis da manhã tudo estará resolvido
Mas eu quero ele e não você.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Vernácula da Colombina

Já dizia em sua língua vernácula coisas grosseiras como esposa da rua, sua conduta banal lhe fazia vazia a moral, de nada valia, lá se vai a camomila, quase uma colombina chorando por seu Pierro, com voz supina do dito cujo intolerante ela seguia com sua silhueta balançando firmadas por pernas difusas e “melenudas”. Com os dois pares de rotundas abóboras, seguia em seu crepe miserável metido a francês. Davam-lhe quiteis e ela pagava abrindo a macela, com o cigarro caído do lado esquerdo do beiço, ela aliciava para afastar suas atormentas, seus fantasmas. E tudo que diziam era verdade, boca aberta, se fazia de santa, mas da semente ela comia. Levou tudo que podia e tirava da raiva o prazer e do prazer mais prazer. Tornou-se a arrepanhada inferior, meretriz dos postes, submergiu todo seu fulgor. Com nojo de si, invalidou todos os espelhos e o deleite já não era o mesmo.  E a dor lhe corroia as vísceras, seus olhos já inchados de tanto chorar pelo amor-próprio derramado já estava cansado, com um suspiro de misericórdia ela se deita pela última vez, sem se abrir, e lá na escuridão eles a possuíram e direto para o inferno ela foi. Agora queima e chora cada suspiro jovem roubado, cada lírio estourado e a cada olhar de nojo que as pupilas se apreciam.

It a Dream

Me privo na medida do possível, só para vê-lo sorrir e depois chorar por não tê-lo.

Não quero mais sentir o que sinto, quebrei as barreiras, derrumei o tabuleiro, quebrei minhas regras e agora vivo de imagens imaginadas!

Me deixe fora de minhas mentiras, dessa bela fantasia que me faz suspirar e ter sonhos prazeirosos com o seu corpo e quando penso que nada mais pode me atingir, me ilumino com lembranças de teu sorriso e me deleito nessa brincadeira perigosa de sonhar acordada.
O amanhã é tão cruel e o frio bate, mesmo com o calor solar matinal. E quando me cubro continuo a me sentir desnuda, sem seu calor, o calor que nunca tive, mas idealizei.

Coringa escório

Nessa louca fantasia me convenho do inconveniente e não sei se faço o errado sobre o certo ou continuo a pecar com o retardado em êxtase.
O frágil se mostra inutil e não há força que o faça recuar de tão tola decisão.
Ele sofre, ele chora, se ilude.
Mas ainda acredita nos reis e nas copas, pobre vagabundo, tão só e ainda não aprendeu que seu destino é ser um.
Jogando verde tenta colher maduro, se afundando ainda mais, não percebe o erro que comete.
Doce mentira, está tão ciente de seus atos quanto as abelhas ao picarem os inimigos, uma mente tão vil se torna tão fosca escória.
O ardor lhe atingiu como um veneno;
O coringa morre aos poucos;
Bem que tentei avisar, mas eu não me ouvi;
E agora preciso ir mesmo com ínútil batimento pedindo para eu ficar.
Meus braços querem abraça-lo;
Meus lábios querem beijá-lo;
E ele quer ir embora ;

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

fuck you very much

Não quero ser igual a ti
Cansei de chorar
Por suas duras palavras

Cheguei a ponto de desejar a dor
Só com ela poderia ter paz
Meus pensamentos irão acolhê-la
Abraçarão a dor

Porque ser como ti
Se posso ser somente eu
Cansei de suas críticas

Não irei me importar
Com seus jogos e palavras
Me conheço bem de mais
Não será você que me dirá

O que sinto ou faço
Veja por uma nova leitura
Porque a sua é uma bosta

E dessa bosta já engoli de mais

Vivendo

Não dê ouvidos á paredes e sim para espelhos.





Você é o que é, não se abale pelo que os outros dizem.
Eles são eles e você é você.
Quando escutar algo que não lhe serve, jogue fora, não se remoa.
Veja por essa perspectiva.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O fim

Tão cegos
Destruiram o amanhã
Agora choram pelo hoje
Choram junto com o mundo

Tudo parece estar tão acabado
E ainda tentam encontrar um culpado
As chances se esgotaram
E os cegos continuam a apontar

Corredeiras de lama
Cobrem sonhos constridos
Cobrem vidas boas
Cobrem vidas ruins

E quando olhamos para o passado
Dezembro de 93 era maravilhoso
Eles dizem que dariam tudo
Para voltar ao passado

Mas eu digo
Que não dariam nada
E se voltassem
Fariam o mesmo

Agora choram
Enquanto eu rezo
E temo por um amanhã
Que foi roubado

Essência

Seja você
Pense como você
Somos a loucura
Somos a dor
Somos a união
Todos os dias
Todas as horas
Somos a escuridão
Somos a luz
Somos o amor
Salve seu ardor
Siga o seu caminhão
Não desvie seu destino
Apenas grite
E sinta a chuva
Como se fosse o último homem
Como se fosse a última mulher
Deixe que todos saibam quem é você

Fundo

Com o peso
O corpo afunda
Eles estão derrubando tudo
Querem calar a todos
Todo o tempo...

Não permita que eles te calem
Fuja para o mais longe
Grite o quando puder
Cante para o mundo

Ontem eu ouvi que
Eles queriam matá-lo
Mas ainda resta uma chance
Não cale sua voz

Eles estão á procura
Em todos os lugares
O amanhã está de brincadeira
E as garotas estão de vermelho

Procuram uma dor
Mas estão perdidos
Na rua dos mudos
Onde crianças brincam
Com seus bonecos sem rostos

Correndo pelas sombras
Eles ainda querem matá-lo
O pequeno mundo
Se torna grande
Mães choram

O delírio lhe subiu a cabeça
Ele afunda no subúrbio
Está tão perdido
E seu cheiro fedê a medo

Nas ruas escuras
Eles atiram
Estão quase encontrando-o
Eles vão matá-lo