Pages

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Caus

Se infiltrando em buracos
Se afundando na escuridão
Cegando os sentidos em vão.
Paços descoordenados, cabelos pelo chão.
O corpo não fala mais por si
A cabeça pende pelo vazio ludibriado
Seus lábios viraram um poço de perdição
E nada mais parece ter um sentido.
O enorme vazio de seu peito a está sufocando.
Um dia tem tudo, no outro não tem nada.
Esparramada pelos lençóis alheios
Ela sangra pelo leite que derramou
Suas mãos forram corroídas pela alergia seca
E seus pés frios já não tocam mais o chão
O céu virou o inferno
E o inferno se tornou sua casa
Eles diziam que ela era tão linda
E agora só resta o nada
De uma beleza que nunca existiu
Ela era alegre e agora está tão confusa e complicada
E quando tudo parece ter passado
O sono não a faz dormir
A dor não a faz sangrar
E a solidão lhe dá asas para se matar

Nenhum comentário:

Postar um comentário