Será que ele sente a presença dela
Como ela sente a dele?
Minha cabeça roda com tantas perguntas
Sem respostas
Já chorei tanto que as lágrimas secaram
E quando bate o desespero
Eu rezo para que tudo suma
Que tudo vá para o inferno
E me escondo entre meus cobertores
Com a cabeça coberta e pressionado os olhos
Forçando-os a fechar
Lutando para conseguir cochilar
E em baixo das cobertas me sinto sufocada
Assim como os mil sentimentos que perturbam
Que me apertam e fazem meu cerne parecer diminuto
De forma absurdamente minúscula
Da qual duvido que meu coração esteja batendo
Mas então abro os olhos
Desistindo de esperar o sono chegar
E percebo que ainda respiro
Mesmo não sentindo o ar entrando nos meus pulmões
E queria saber quem eu sou
Quem eles pensam que eu sou
E porque esses pensamentos ruins não saem da minha cabeça
Quanto mais tento fugir, mas me perseguem
Não tenho nada para pensar
E penso ainda mais por não ter
E quando falo algo belo
Parece não surgir efeito
Quando mostro meus sentimentos
Parece que fogem de mim
Estou tão perdida
Às vezes suplico a Deus
Que me mande um coração de pedra
Assim não me sentiria diminuída
Não sentiria nada
Apenas o peso da pedra
Mas seria o de menos
Já me acostumei com o peso da agonia
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