Pages

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Molly

Ela luta por permanecer acordada
Mesmo quando a vontade é de dormir eternamente
Sua alma é um labirinto de espinhos
E ninguém consegue entender
Por que seu coração está tão apertado
Ela continua a cair
Mas não se preocupa com o final
Só consegue pensar em como irá voltar á superfície
Sempre foi assim
Pensou de mais até se sufocar
Morrendo afogada em suas lágrimas
Frutos de suas mentiras imaginárias
Mentiras que talvez sejam verdades
Ela não sabe distinguir seus pensamentos

Ainda é tão insegura
Ingênua Molly
Disseram para ela parar de acreditar em seus sentimentos
Mas ela não pode
Eles são tudo que ela tem
Sente tanto, sente só para si
É incapaz de mostrá-los
E acaba se torturando de tanta dor

Dor do seu sufoco louco
E ninguém vê sua angustia
Sua aflição
Já que há um sorriso de máscara em sua face
Já que em suas palavras amargas soa doçura
Já que depois de suas mãos frias há um corpo quente
Tonta Molly confia tanto em sua própria peçonha
Cabeça e coração
E enquanto seus inimigos sorriem
Seus aliados a destroem
Com o peso de pensamentos consternados
Que acabam com seu cerne
E envenenam suas veias, teu sangue, seus olhos
Sentimento de traição, de rancor e ignorância
Á manipulam
Ela desistiria de tudo por eles
Mas será que fariam o mesmo?
Ela sabe que não
Quando ama é intensamente
Quando odeia é brevemente
Complicada Molly
E quando precisa dar o sangue...
...Dá até a última gota
Mesmo que seja para quem lhe fez mal
Todos dizem que ela é feliz
Mas isso é porque não a viram por dentro
Todos dizem que ela é especial
Mas ela se sente tão abaixo
Molly só queria que todos a olhassem do modo como ela é
Por dentro
E então chorariam junto com as lágrimas secas de Molly

Nenhum comentário:

Postar um comentário