Gênio de ciências distantes
Ele não conhece o amor
Mas sabe explicar tudo sobre os raios solares
Ele não conhece a paixão
Mas sabe descrever um coração
Ele não acredita em histórias românticas
Mesmo gostando de Shakespeare
Ele não acredita em Deus
Reza todas as noites
Ele dizia que nunca iria se casar
Hoje chora por ser deserto
A solidão sempre lhe foi companheira
Ele a amou, mesmo sabendo que o amor não existe
E quando olhava para as estrelas
Enxergava os olhos que nunca foram dele
E escrevia canções para aqueles brilhos tão remotos
Que desapareciam todas as manhãs
Quando deixava de ser o ermo para se tornar o cientista
Assim como o monstro voltava a ser o médico.
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