O ridículo irrita de uma forma obtusa e intensa. Desistindo das configurações e contemplando o desagradável da forma mais inóspita, sabe que está fazendo jogos e os segredos estão ficando para debaixo dos tapetes. Pobre por achar aquele tolo, simples assim continua a seguir com pequenos sorrisos de desafeto e desapego. Preferindo as vertigens, segue a vida plastificada de um ser solitário cujo seu redor é tão cheio, continua a se movimentar e abusar de sua pessoa. Até quando vai conseguir?
Não pode mais se ajudar, assim como a oposição entre sol e lua que mergulham nos menores dos sonhos. Em seu âmbito faz entender a guerra intensa entre cérebro e coração que lutam tão diferentemente pela mesma coisa de forma oposta. Tentando dar ênfase, próspera admirar o recesso nostálgico que lhe influencia nas fantasias, as quais a deixam presa em seu luto interior. Falhando novamente com sigo, respira a profunda frustração. Enquanto sonhava, pensava em voar e buscar no sorriso alheio algo que lhe desse satisfação, mas o magnetismo do outro lhe faz afundar no conceito de percepção, perdição e ódio. Ninguém sabe, mas ela possui um dom de falha e a prepotência a usa. Olhos marejados reviram-se, fazendo com que o egoísmo transforme o orgulho no valor simples de não desperdiçar lágrimas. Futilmente a loucura lhe trás o que é preciso para sobreviver dentro de si, mas uma vez ela entristeceu, está perdendo contato com sua torre. Usando a acides, tenta lhe proteger dos que lhe faz sangrar, mas sua proteção a faz morrer cada dia mais e novamente pensa em se ver livre de todas as questões particulares e de todos os particulares. Salve-se de todas as mentiras peroladas que as envolve de mais, eles tentam plagiar o mundo e essa mentira continua a fazer os desertos encherem de água imaginária.
Gabriela Esteves de Camargo
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