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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Abra essa porta

Fale, mas fale baixinho
Meus ouvidos estão explodindo
Preciso de carinho
Tentei falar com ele novamente
Só que conversei com a pessoa errada
Abrindo a porta da minha alma
Mas abrindo para o lado errado
Tentei seguir pelo norte
O sul soprou tão gostoso
E continuo a me esconder
Nesse frio desconhecido
Que já me é tão familiar
Entrando mais afundo no labirinto
Estou sozinha
Ao som dos sinos ilubriados
Corro em meio aos arbústos
Sei que estou andando em circulos
Jamais sairei daqui
Por Favor
Escute meu suspiro
E dele tire sua conclusão
Abra seus olhos
ME CHAME
Irei me embalar em seu chamado
Como uma mariposa atraida pela luz
E sairei desse inferno cinza
Tire seus olhos dela
Não me deixe apodrecer aqui
Abra uma porta para mim

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