Era um cidadão livre
Só que algo lhe dizia
Que faltava a liberdade
Um novo modo antigo
De mudança
Todos querem ser belos
E ele se acha tão feio
Que nunca sabe onde está
A febre aumentou
E as esquinas não terminam
Quantas mais terá de virar?
Ele não tem muita sorte
Mais ou menos
Sente a desgraça
Agridoce em sua vida
É tão escravo
Junto de seu pequeno molde
Disfarçado
A noite ele sussurra
Irá fugir pela unica estrada
Que já esteve
Ela fica tão longe
E seus sapatos estão furados
Dormindo atordoado
Há um milhão de rostos
Todos diferentes
Ele não pode mudar
Acordando
Tatiando o chão
Abre os olhos
Encarando a caixa cinza
De lembranças
Nunca irá existir amor
Pela janela fechada
Ele tenta procurar o sol
Por trás de suas lágrimas
Tudo perdeu o sentido
Ele deveria saber
O sangue ainda pulsa
Vixo em suas veias
Afundando cada vez mais rápido
Ele perde a cabeça
Desde já
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